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O BRASILEIRO MARTIN LUTERO

   Muita gente não sabe, mais foi o cantor country brasileiro Martin Lutero quem introduziu o termo “gospel” no Brasil, lá pelos meiados dos anos 80. Nascido em Recife-PE e criado na igreja desde a infância por seus pais, ele foi ensinado a cantar e tocar na congregação, tendo convivido bastante, também, com missionários norte-americanos, de quem recebeu influência espiritual e musical e, também, aprendeu a língua inglesa.
   Com um vocal privilegiado, parecidíssimo com a voz de Elvis Presley. Agora anda compartilhando o seu dom e talento entre os norte-americanos.
   Além de intérprete, instrumentista e compositor, Martin Lutero fez diversas versões de cânticos antigos, inclusive de canções gospel interpretadas pelo próprio Elvis Presley.
   Atualmente Martin Lutero é pastor da First Mighty Fortress Baptist Church,
   (Primeira Igreja Batista Castelo Forte) da Convenção do Sul - USA,

na cidade de Mendon, em Massachusetts, Estados Unidos, onde reside desde 1998, com o filho Glenn Martin de 7 anos e com sua esposa Doni, com quem é casado há 20 anos.
   No Brasil lançou 5 discos em vinil: os LPs Ponte Sobre Águas Turvas (1984), Energia (1986), Estações (Country Gospel) (1987), Estradas (1990) e Chuva Fina (1993). Em 1997 foi lançada uma coletânea de 2 CDs, contendo suas 26 melhores canções. Nos Estados Unidos lançou, em inglês, os CDs How Great Thou Art (1998) e Christmas Serenade (2001) e, também, o CD Si non fuera el Senor, em Espanhol.

  
Atendendo um convite, Martin Lutero, concedeu gentilmente ao ARQUIVO GOSPEL, via e-mail, esta entrevista em junho/2004.

   ARQUIVO GOSPEL: Você vem anunciando um novo disco em português. Em que fase está este projeto? E como será esse novo CD?

   MARTIN LUTERO:
O projeto já foi iniciado, o repertório foi muito estudado, para estourar no Brasil para a Glória de Deus. O CD se chama “Se não fosse o Senhor”. Terá 14 músicas, todas inéditas, mas também algumas canções tradicionais com roupagem nova, ao estilo country/blues/rock. Quanto à autoria, metade são minhas e de americanos, mas terá uma música brasileira surpresa, que todos vão se amarrar.

   Ele sairá de forma independente ou por uma gravadora?

   Estamos orando para que Deus nos mostre com quem deveremos lançar este CD no Brasil. Ainda estou aberto a propostas e meu público, ansioso por um disco novo.

   Esse novo CD chega às lojas brasileiras ainda este ano?

   Espero que sim. Farei tudo para isso.

   Em seus discos há um predomínio do country, mas há também rock, baladas e cânticos de louvor e adoração. Você continua atualmente cantando com o mesmo estilo?

   Sim, mais fiel do que nunca. Jamais acreditei que teria que me vender para alcançar meu público que é fiel. Inclusive por estar nesse estilo, é que fui completamente aceito pelo público norte-americano. Tenho hoje o prazer de ter aqui um público selecto, exclusivamente americano, que me proporciona uma média de 10 a 20 shows por mês, o que me faz muito grato a Deus por não ter mudado. No Brasil eu sofria pressão das gravadoras para mudar de estilo, pois achavam que, como o sertanejo estava vendendo muito, todos deviam passar a gravar nesse estilo.

   Você costuma vir ao Brasil com freqüência?

   Não, mas agora com o disco novo pretendo reativar minha freqüência no meu amado País e meu amado público.

   Você tinha uma carreira musical que estava cada vez mais se solidificando no meio gospel brasileiro. O que o levou a mudar-se para os Estados Unidos?

   Vim principalmente para expandir meu ministério. Desde criança eu já estava muito envolvido com as coisas da “América”: música, tradições. Mas se eu falar que sai do Brasil feliz, estarei mentindo. Tive muita decepção, principalmente com as gravadoras que não aceitavam um estilo diferente como o meu e me pediam para mudar. Só por exemplo, uma vez um deles me falou “Martin, eu tenho 180 matrizes aqui do mesmo estilo, se eu lançar você e seu disco vender mais e ofuscar os que tenho aqui, o que farei com estas 180? Não posso arriscar a não ser que você entre também nesse estilo.” Ninguém queria de fato arriscar algo novo ou diferente. Do público não tenho nada a reclamar. Eu sempre fui muito bem recebido por todos.

   Foi uma decisão difícil essa mudança?

   Sim, muito difícil, porém confortável, pois sempre tive os Estados Unidos como minha segunda pátria. E era a vontade de Deus, pois Ele me garantiu que eu não perderia nada, uma vez que fosse obediente. Me sinto hoje em completa paz e tenho aprendido nas lutas. Maiores têm sido as alegrias de ser pastor e cantor.


   Hoje a palavra “ gospel” passou a ser a designação de toda a música produzida pelos evangélicos brasileiros. Você esperava que isso acontecesse quando você introduziu o termo “gospel” no Brasil?

   Antes mesmo de trazer as primeiras matrizes da gravadora WORD Records, do Texas, para serem lançadas no Brasil pela Gravadora TEMPO e gravar meu primeiro LP, eu já usava o termo Gospel, para designar meu estilo. Pensava assim atrair mais pecadores a Cristo, e evitar discriminação do meio popular. Esse termo era tão desconhecido que um dia um irmãozinho me perguntou se “Country Gospel” significava “contra-golpe”. E eu para não discordar disse: “sim irmão, mas no diabo”. Ele gritou de alegria e disse: “Aleluia! Eu sabia!” E realmente Gospel, que quer dizer boas novas, é realmente um golpe fatal no nosso inimigo. Me sinto como Santos Dumont que, depois de inventar o avião, deu seus planos para todo o mundo, embora hoje somente no Brasil seja considerado pai da aviação. Apesar disso me sinto feliz por ter contribuído.

A impressão que eu tinha, e acho que muita gente também, é que o termo “gospel” teria nascido no seio da Igreja Renascer em Cristo, por volta de 1989, início do movimento gospel. Você tinha algum vínculo com essa igreja naquela época?

   Como eu já falei, desde o inicio dos anos 80 eu tenho usado esse termo. Minha esposa foi comissária de bordo internacional da VARIG, por 10 anos, e isso nos proporcionava viagens, sem despesas, nas quais sempre me apresentava, o que me tornou conhecido, em algumas partes dos Estados Unidos, como o único cantor country gospel do Brasil. Já nos meus primeiros LPs usava o termo gospel, porém na capa, com o título COUNTRY GOSPEL, só comecei a usá-lo em 1987 no LP ESTAÇÕES, que foi o mais vendido da gravadora Pioneira. Quanto ao ministério Renascer, em 1989, foi ele que o divulgou mais amplamente. Nunca tive o prazer de me apresentar com eles, embora fui ministro de música na mesma igreja onde o Pastor Abud foi membro, na Nova Vida do Leblon- Rio, do Pastor Márcio Nogueira, onde me casei.

   Você planeja um dia relançar em CDs os seus 5 LPs?

   Sim pretendo, pois o público pede bastante. Vou relançá-los individualmente, embora a minha coletânea das 26 melhores canções ainda esteja disponível pela MIX MUSIC, de São Paulo. (mixmusic@ig.com.br . Falar com Renato)

   No Brasil o CD ao vivo e/ou acústico na música gospel é bem aceito atualmente. Você já pensou em fazer um trabalho assim, regravando seus grandes sucessos?

   Sim, inclusive ao vivo com banda, metais, cordas e vocal. Falando em regravar, eu soube que o Kim, do Catedral, regravou minha música “Prá Valer”, um dos meus maiores hits aí. Isso me deu muita alegria.

   Qual a sua opinião sobre a existência de covers gospel, ou seja, cantores ou bandas cristãs que têm o dom para cantar parecido com outros/as do meio gospel ou do meio secular?

   Sempre achei que não há nada de errado em se espelhar no que é bom. Agora sempre achei que você querer ser a outra pessoa e se vestir como ela, isso é a maior bobeira e sempre fui contra. Minha voz naturalmente parece com a do Elvis Presley. E é claro que tirei proveito disso para evangelizar, porém sempre tive a dignidade de ser feliz como Martin Lutero, servo do Deus vivo.

   Aí nos Estados Unidos, o cover gospel é bem visto e mais aceito do que aqui no Brasil?

   Aqui nos Estados Unidos, é apreciado todo tipo de show, agora é melhor que seja excelente, pois amadorismo aqui não tem vez, mesmo. Não tenho muito conhecimento de gospel covers, já no meio popular é o que não falta. Tem Elvis de toda cor e raça. Sem falar em Frank Sinatra, Bing Crosby, Sammy Davis Junior etc...Fazem shows, fazem dinheiro e têm que ser excelentes para terem chance. Eu mesmo tive convites para ser um dos Elvis covers, pois consideram minha voz como uma das mais similares à dele, porém jamais aceitei, pois o respeito muito para imitá-lo dessa maneira. Agora eu tenho muito contato com a ex-banda do Elvis. Mês passado (maio) fui a Branson – Missouri fazer o casamento do ex-baterista dele. Sempre que nos reunimos, cantamos e o relembramos. Hoje são quase todos crentes e pastores. Antes de morrer, o próprio Elvis pediu que todos voltassem para a igreja e fizessem o ministério que ele não pôde fazer.

   É fácil para cantores e músicos evangélicos brasileiros conquistarem seu espaço na música cristã contemporânea nos Estados Unidos?

   Cantor brasileiro, mesmo popular, vem aqui para o público brasileiro, que hoje é muito significativo. Um público selecto do jazz americano aprecia muito Tom Jobim, Vinícius, Caetano e alguns outros instrumentistas brasileiros que são considerados excelentes. Felizmente aqui eles ainda acham que o Brasil mantém a ótima qualidade de música dos anos 60 e 70. Não tenho conhecimento de nenhum cantor gospel que tenha feito algum impacto no meio norte-americano. Não é fácil conquistar. Tem que cantar em inglês, sem sotaque e se comunicar com eles muito bem. Eles não têm preconceito, porém para ser ouvido no rádio do carro deles, tem que ser em inglês e nos estilos musicais norte-americanos.

   Quais os problemas mais comuns hoje em dia na música gospel americana? Por exemplo, existe muita pirataria de CDs, estrelismo, tietagem, escândalos, preconceitos, etc?

   Aqui a pirataria, se tiver, é mínima, pois a lei é dura. O estrelismo aqui é menos, porque aqui existe um maior sentimento de igualdade nas pessoas que é dado pela ótima justiça social. Cada profissão é igualmente importante na sua área. Todos têm acesso às mesmas coisas, então o estrelismo não é acentuado demais no lado evangélico. Eu mesmo aqui me desintoxiquei de várias coisas que inevitavelmente a gente acaba assimilando na carreira de cantor brasileiro, como a cobrança de sempre estar em primeiro lugar. Se o cantor vende menos ou não aparece muito na mídia, o consideram menor que este ou aquele. Essa cobrança faz com que músicos e cantores se corrompam, se vendam ou mudam de estilo apenas para vender o que está na moda e isso empobrece a música, mata o cantor e ofusca o real objetivo que é propagar o Evangelho.

   O povo norte-americano trata a música gospel com inferioridade em relação à música popular ou não-evangélica?

   Não, de maneira nenhuma. O gospel é um estilo gravado até pelos cantores populares, pois muitos se dizem, também, evangélicos. Dos líderes religiosos, quase que apenas pastores são convidados para os programas de entrevista da Fox e CNN. Billy Graham é celebridade no meio popular. Apesar do desgaste de pastores, ainda somos os líderes religiosos mais respeitados.

   Como a mídia norte-americana, secular ou não-evangélica, trata o cantor ou banda gospel?

   Algo que eu mesmo afirmava quando não conhecia a realidade daqui era que músicas evangélicas tocam nas rádios populares naturalmente. Isto não é verdade. São poucos os cantores evangélicos que são conhecidos no meio popular. Amy Grant se fez conhecida quando gravou também música popular. As rádios aqui tocam cada qual o seu estilo, seja Country, Hip-Hop, Rock. As músicas evangélicas são tocadas nas rádios evangélicas, como no Brasil. Agora os hinos evangélicos que os cantores populares de renome gravam são bem conhecidos aqui, e muito tocados em festas cívicas. Quase todos os cantores populares gravaram hinos tradicionais evangélicos. Eu também como capelão, sou convidado a fazer eventos cívicos, de apôio às tropas, onde canto hinos tais como Amazing Grace (A Graça Eterna), How great thou art (Quão grande és Tu), entre outros.

   É comum ver cantores e bandas gospel em programas de TV seculares?

   Não, muito pouco. Só os grandes nomes do meio como Michael W. Smith, Carman, Sandi Patty e Ammy Grant são conhecidos, mas não são vistos com muita freqüência. Tem a Jaci Velaquez que, sendo evangélica, tem dado um bom testemunho, apesar de atuar no popular, também. E como tem uma imensa diversidade de canais e opções de programas, se os cantores forem em algum canal, o grande público não os vê nos canais locais, por exemplo. A FOX lançou por três anos um programa chamado “American Idol” que eu acho que lançaram para ofuscar um pouco o Rap que estava tomando um espaço demasiado. Aqui como é diferente do Brasil, quando um estilo quer dominar, as gravadoras tomam atitude. Este concurso, nacionalmente divulgado, atinge mais de 50 milhões de telespectadores. É um concurso para achar os melhores cantores dos Estados Unidos. O nome IDOL tem um sentido mais de estrela. É um concurso que começa com 7 mil concorrentes, até chegar aos 12 finalistas. Desses 12 finalistas, que são extraordinários, a maioria é de evangélicos, que a cada apresentação, levantam as mãos para o céu e dizem: “Obrigado Jesus”. O que cantam são músicas populares antigas ou até gospel tradicional e passam por todos os ritmos. Os finalistas têm que ter um bom testemunho. Não podem beber, fumar ou usar drogas, nem ter passagem pela polícia. Durante os 3 anos consecutivos foram evangélicos que ganharam o concurso. Sempre os mostram na igreja e eles podem falar da sua fé. Este concurso filtrou e deu oportunidade a verdadeiros talentos tais como Kelly Clarson, Clay Aiken e agora Fantasia Burrino, filha de pastor.

   A música cristã contemporânea norte-americana sofre muita influência estrangeira, como no caso da música gospel brasileira?

   Não, nenhuma música aqui sofre influência estrangeira. Como nada aqui sofre influência de fora, tudo aqui é deles e assim o valorizam. Não se ouve nas rádios nenhuma outra música a não ser a norte-americana. Isso só não ocorre em rádios selectas de Jazz, ou se a rádio for hispana, brasileira ou árabe.

   
Onde é mais fácil encontrar CDs gospel, aí nos Estados Unidos? Nas lojas de discos e supermercados comuns ou nas lojas evangélicas?

   Isso sim, em todas as lojas se encontram material evangélico, além das casas de material evangélico.

   Você costuma ouvir música gospel brasileira?

   Claro, muito mais agora que tenho que organizar o louvor da minha igreja, que é multi-cultural com americanos, brasileiros e hispanos. Cantamos sempre que possível a mesma música nas três línguas, onde fazemos as versões. Ouço mais grupos de louvor e resgato coisas boas e antigas brasileiras, algumas que eu classifico como verdadeiro e puro sertanejo. Traduzo muitas músicas americanas de louvor para o português, para usar em nosso culto. Aqui parece que eles compõem umas mil músicas por dia, cada qual melhor. Ainda pretendo lançar, com meu time de louvor, um CD com esses louvores magníficos.

   Quais bandas de sua época que você tinha mais contato e como era a convivência entre vocês?

   Além do REBANHÃO, do grande Janires e SINAL DE ALERTA, do meu amigo Samuel Ribeiro, que produziu meus LPs, vieram depois o CATEDRAL, BANDA & VOZ e outros bons talentos. Naquela época a competição era pela qualidade, o que era sadio e muito legal. Eram tempos felizes, nossa convivência era inocente e menos sofrida, apesar dos reacionários que teimavam dizer que ritmos como o Rock pertenciam ao diabo, o que é uma mentira sem fundamento.

   Você e sua família têm planos de voltar a morar no Brasil?

   Salvador, depois que você cria raízes aqui, fica difícil. Meu filho fala pouco português, está na escola aqui, os amigos são americanos. Mesmo quando morava no Brasil eu era muito americanizado. Muitos me criticavam por isso, mas Deus tinha planos comigo aqui. Ainda temos família no Brasil. Meus sogros e cunhados moram no Rio Grande do Sul, e tenho irmãos no Rio e Nordeste. Jamais vamos nos esquecer do Brasil que amamos. E agora, priorizando meu ministério de pastor e plantador de igrejas, espero usar a música como complemento para atingir outros países da Europa, África e até do Oriente. Meu sonho de liderar uma cruzada internacional com cantores de várias nacionalidades está mais vivo do que nunca, muito mais morando aqui.

   Deixe uma mensagem àquelas pessoas que gostam do seu trabalho.

   O Tema da minha igreja é ...”Ainda há um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:9). Isto significa que Elohim “Deus no Controle” não deixará de cumprir nenhum dos Seus propósitos nas nossas vidas, a não ser que o nosso próprio pecado os frustrem. Por isso, deixemos de dar bobeira com o diabo que sabe muito bem atrasar e atrapalhar os planos de Deus para conosco. Hoje aprendi a pedir sem muito especificar como se tivesse dando uma ordem a Deus. Perdi muito por isto, quando descobri que ao ser naturalmente obediente, ele me leva à completa vitória. Hoje peço como Jabes, que sabia que Deus tinha muito mais para lhe dar do que tudo que ele tivesse que pedir, confiando, aceitando e jamais questionado a suprema vontade de Deus. Pois não há melhor patrão ou sócio do que Ele.

   Que “o Senhor te abençoe e te guarde; que o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz”. (Nm 6:24-26)
Shalom.

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