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Autor: SALVADOR DE SOUSA
Edição:
2ª edição: 27/08/2007
: 10

Palmas na igreja

I – INTRODUÇÃO

   Bater palmas é um dos inúmeros gestos criados pelos homens para expressar suas reações instintivas, pensamentos e emoções. O homem fala e se comunica não somente com a boca, mas também com seu corpo, pois os gestos fazem parte de sua vida, do seu ser. A Bíblia registra dezenas de gestos, cheios de significados, praticados pelos israelitas tais como ajoelhar, levantar uma ou as duas mãos, patear, menear a cabeça, assobiar, rasgar as vestes, vestir-se de pano de saco, beijar, impor as mãos, lavar os pés, lavar as mãos e, também, bater palmas, o que demonstra a normalidade e variedade de suas expressões físicas.

   Adotar ou proibir o uso de palmas na igreja não é tão simples quanto parece. E diante da falta de versículos específicos e de estudos aprofundados que respeitem as regras de interpretação bíblica universalmente aceitas, muitas vezes prevalece mais a insatisfação e a dúvida.

   Este estudo não é trabalho perfeito, mas através dele pode-se chegar a boas conclusões. É um texto destinado a ser um auxílio, uma referência, uma fonte de pesquisa para aqueles que buscam por respostas. Para tanto, iniciaremos a análise dessa prática dentro de uma perspectiva cultural, pois bater palmas tem sua origem na cultura e não no rol de doutrinas bíblicas.

II – PALMAS NA CULTURA HEBRAICA

   Os israelitas batiam palmas por diversos motivos, mas nos concentraremos apenas naqueles que são tocados na Bíblia, cujas referências estão todas somente no Velho Testamento. As palmas entre eles, como se pode notar em todos os versículos sobre o assunto, listados abaixo, caracterizam-se pela presença de aspectos positivos e negativos. São utilizadas para:

1. demonstrar desagrado (Nm 24:10)

2.demonstrar desaprovação (Ez 6:1121:14,17 22:13).

Esses versículos chamam a atenção por ser o próprio Deus ordenando esse gesto, bem como “praticando-o”

3. demonstrar desprezo (Jó 27:23 34:37 Lm 2:15 Ez 25:6Na 3:19)

4. honrar a Deus (Sl 47:1)

5. acompanhar aclamações a reis (2 Rs 11:12).

   Há duas passagens, no sentido figurado, onde rios e árvores são personificados ao baterem palmas em louvor a Deus (Sl 98:8 Is 55:12). Existe também o termo “aplaudir” no sentido figurado com o significado de aceitar ou concordar com algo, mas é utilizado de forma crítica e/ou pejorativa (Sl 49:13). Esse sentido é adotado, também, aqui no Brasil.

   Após a leitura de todas as passagens da Bíblia sobre o assunto, mencionadas nos parágrafos anteriores, podemos enumerar as seguintes conclusões:

1ª. Não há nenhum versículo proibindo o uso de palmas em qualquer canto de Israel.

2ª. Não há nenhum versículo obrigando-se o uso de palmas no meio dos israelitas.

3ª. Não há nenhum versículo onde relata que Deus tenha punido alguém somente pelo fato de bater palmas. No caso de Ez 25:6, a punição de Amom não foi pelos gestos, mas pelo pecado no coração.

4ª. Não há nenhum versículo entre as leis dadas por intermédio de Moisés, ou seja, dentro da antiga aliança, que reja sobre o uso de palmas, como se pode verificar em Levítico.

5ª. Não há nenhum versículo no Novo Testamento que trate de forma contra ou favorável às palmas.

6ª. Não há nenhum versículo, em toda a Bíblia, onde se diga que Deus não se agrada com o bater de palmas.

III – PALMAS NA CULTURA BRASILEIRA

   Já no Brasil as palmas caracterizam-se pela presença predominante de aspectos positivos. São utilizadas para:

1. acompanhar a música seja para marcação do ritmo ou só por participação, numa espécie de integração entre o artista, público e a música

2. demonstrar que concorda com o que está ouvindo (Ex: palmas em discursos e palestras)

3. chamar alguém (Ex: bater palmas e dizer: ô de casa!)

4. encorajar (Ex: bater palmas e dizer: valeu pelo esforço!)

5. demonstrar que gostou ou se agradou (Ex: palmas em shows teatrais e musicais)

6. honrar uma pessoa querida e/ou famosa

7. agradecer uma pessoa quando faz algo nobre (Ex: quando alguém doa bens e/ou dinheiro para causas sociais).

   Embora haja muitos que não concordam, em muitas igrejas evangélicas tem sido um hábito solicitar à audiência que dê uma salva de palmas para Jesus. Isso acontece principalmente na hora do sermão.

IV – PORQUE O USO DAS PALMAS GERA CONTROVÉRSIAS

   Para começar eu diria que as controvérsias são geradas pela falta de conhecimento do que a Bíblia diz sobre esse assunto, bem como a falta de aceitação da posição bíblica, que não se manifesta contra essa prática. Devido a isso muitos/as irmãos/ãs acabam criando suas próprias justificativas contra ou favorável.

   Alguns podem se opor às palmas dizendo simplesmente que não gostam, mas qualquer sentimento de desgosto tem suas raízes, que explicam esse não gostar. Outros podem dizer que não têm boa coordenação motora para acompanhar os cânticos com palmas, mas ninguém nasce com a coordenação motora destinada a fazer algo específico. Todos nós a educamos através da teoria e prática, como acontece, por exemplo, ao aprendermos a andar de bicicleta ou dirigir um carro.

   Muitos irmãos/ãs dizem que não se deve bater palmas porque o Novo Testamento silencia sobre as palmas. Esse princípio além de não ter o respaldo favorável da hermenêutica bíblica, é perigoso para a voz da igreja, pois o NT silencia sobre muitos outros assuntos que ela não pode se calar tais como: aborto, cigarro, dinossauros, doação de órgãos, extra-terrestres, música secular, pedofilia, preconceito racial, purgatório, reencarnação, televisão, terrorismo etc.

   Vale ressaltar que pelo visto é mais comum ver controvérsias sobre esse assunto dentro das igrejas consideradas “tradicionais. Nas igrejas renovadas, pentecostais e neopetencostais parece que nem se fala sobre isso. Aparentemente nelas é um gesto absolutamente natural. Por isso tendo a achar que a resistência às palmas por parte de várias igrejas tem sua origem no medo ou receio de ser ou se aparentar pentecostal. No fundo a aversão tem raiz no fato de se reprovar qualquer prática associada ao pentecostalismo, que leve a igreja a se identificar com ele. E isso não acontece somente com gestos, tais como palmas, levantar as mãos, mas também com expressões pronunciadas nas reuniões tais como: Aleluia! Oh glória! Glória a Deus! e Amém! Em suma, qualquer prática criada ou restaurada pelas igrejas pentecostais poderá gerar controvérsias ao ser adotada por outras igrejas. Agora nenhuma igreja se torna pentecostal por bater palmas, mas sim adotando um conjunto de ensinos e práticas polêmicas e, dependendo da visão da igreja, até mesmo escandalosas.

V - ORIENTAÇÕES PARA SOLUÇÃO DAS CONTROVÉRSIAS

   Caso a igreja esteja em fase de análise e/ou debates sobre o assunto, a Bíblia fornece dois princípios norteadores apropriados para tomada de decisões em assuntos controversos, tais como bater palmas.

   O primeiro princípio é o da humildade. Essa virtude estando presente não dá espaço ao orgulho (Rm 12:16), mas nos faz considerar os outros superiores a nós mesmos (Fp 2:2). Leva-nos a buscar mais o interesse do próximo, especialmente quando voltado para sua salvação (1 Co 10:33) e nos faz ceder em benefício do outro (Rm 15:1-3)). Quem cede demonstra maturidade no amor ao próximo, por isso essa atitude combina bem com os mais velhos na fé. Não podemos esperar que os mais novos na fé tenham essa facilidade. Se acharmos que vencemos algo porque o outro cedeu, estamos enganando a nós mesmos. O ato vitorioso, honroso e nobre é ceder. Quem primeiro ceder, vence: vence o próprio orgulho, os próprios interesses, vence a satanás que é “doidinho” por discórdias. Em suma, esse caminho pede para que os membros de uma parte se reúnem e decidam gentilmente ceder em prol da outra parte.

   O segundo princípio é o da liberdade cristã. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5:1). “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convém todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Co 10:23). Aplicando esses versículos ao assunto em questão, os/as cristãos/ãs devem ter a consciência que essa liberdade é para todos: sejam adolescentes, jovens, adultos e velhos. É também para os velhos na fé, como também para os novos convertidos. Não é privilégio de um ou outro individualmente. Por isso cada cristão/ã deveria ter o direito de bater ou não palmas na igreja e o seu próximo não se incomodar de o outro/a estar usufruindo da liberdade dada pela própria Palavra de Deus. Para muitos cristãos/ãs, bater palmas convém e edifica, e isso devemos respeitar.

   Em várias ocasiões da igreja praticamos diversas coisas que os outros fazem ao mesmo tempo conosco, e mesmo assim não ficamos tão incomodados quanto ficamos em relação às palmas. Um exemplo disso ocorre na hora de cantar louvores, onde muitos cantam de pé e alguns assentados. Outro exemplo: é que enquanto alguns oram de joelhos, outros ficam sentados ou em pé. Se uma prática não edifica alguns, pode edificar outros, por isso a Bíblia recomenda a todos os discípulos de Jesus para que “sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”. (Ef 4:2,3 - NVI)

   Sei que há muita preocupação e críticas hoje em dia com o chamado “culto-show”. Obviamente nenhuma igreja assume que o faz talvez, nem o perceba, ou talvez nem o interprete assim. Toda igreja está sujeita a fazer um culto que mais agrade à congregação do que a Deus, com ou sem palmas. O “culto-show” não pode ser caracterizado pelas palmas, porém pela presença da vanglória, que é algo subjetivo, que só Deus sabe quem realmente está usurpando a sua glória.

VI - BATER OU NÃO BATER PALMAS NA IGREJA

   Após as reflexões feitas anteriormente vamos agora para uma parte prática. Concentraremos nossos esforços a seguir em responder porque podemos, dentro dos limites bíblicos. Quando, como e onde se poderá bater palmas caberá aos irmãos/ãs, que não devem deixar de lado o bom senso. Acredito que as dúvidas e discordâncias sobre as palmas residem basicamente em quatro dilemas:

1. Se podemos bater palmas para um/a irmão/ã em nossos cultos e/ou reuniões.

   Não tenho nenhuma dúvida ou receio em afirmar que a igreja pode adotar essa prática, não somente porque ensina os membros a notarem e honrarem aqueles que estão servindo bem a Cristo, como também encoraja esses/as irmãos/ãs a a permanecerem firmes na fé, bem como a continuarem fazendo o melhor para Deus, seja ensinando, pregando, organizando, cantando, etc. Esses, por seu exemplo, podem contagiar e arregimentar novos servos e servas para a congregação.

   Honrar pessoas, seja falando ou escrevendo, é uma prática muito comum na Bíblia. Temos o exemplo de Jesus honrando João Batista (Mt 11:7-14) Paulo honrando diversos irmãos e irmãs da Igreja em Roma (Rm 16:3-13) Paulo honrando Epafrodito (Fp 2:25,29) e João honrando Gaio e Demétrio (3 Jo 3,12).

   Toda boa obra que fizermos na igreja deve ter como objetivo glorificar ao trino Deus conforme 1 Co 10:31 Cl 3:17 1 Pe 4:11, por isso cada um de nós deve ter a consciência de que qualquer salva de palmas que recebermos, por ter feito bem algo para o progresso do Evangelho, deve repassar essa honra ao Altíssimo. Como o apóstolo Paulo, devemos aprender, também, a ser honrados (Fp 4:12). Não podemos deixar que o medo de algum/a irmão/ã ser atingido/a pela vanglória seja o motivo principal que nos impeça de adotarmos essa prática. Acho até que as palmas podem quebrar um pouco a formalidade característica da liturgia das igrejas evangélicas brasileiras, o que ao meu ver faz bem a todos.

2. Se podemos aplaudir a Deus em nossos cultos e/ou reuniões.

   Podemos. Aplaudir a Deus significa que reconhecemos que Ele é bom, justo, maravilhoso, fantástico, amoroso, criativo, poderoso etc, bem como digno de honra pelo que Ele tem feito em nossas vidas. Em Sl 47:1, os salmistas nos encorajam a fazer isso dizendo: “Batei palmas todos os povos”.

   Bater palmas para nosso Deus é um excelente gesto para elogiá-Lo e agradecê-Lo. Se aplaudimos muitas vezes, de pé e com empolgação, homens e mulheres que não dão nenhuma glória ao Senhor dos Exércitos, por que não bateríamos palmas a esse nosso grande Deus? Se há alguém que merece ser aplaudido, com todo o fervor, é Ele.

3. Se podemos aplaudir artistas e palestrantes em shows e palestras não-cristãs.

   Poder pode, mas devemos adotar critérios, sendo o principal a reflexão que analise se é conveniente ao cristão estar presente em certas audiências. Muitos cantores, músicos, atores e palestrantes cantam, encenam e falam, em seus shows e palestras, coisas desrespeitosas ao trino Deus, que ferem as doutrinas cristãs. Não é sensato nesse sentido estar lá e muito menos aplaudi-los, pois esse gesto significa que gostamos, que concordamos com o que vemos e ouvimos. Conforme Ef 5:3-17, quem é Filho da Luz não pode ficar “aplaudindo” as obras das trevas, pelo contrário devemos reprová-las.

4. Se podemos aplaudir cantores/as, músicos e bandas evangélicas em shows ou apresentações.

   Claro que podemos. Quando a gente aplaude um artista a serviço do Evangelho, estamos reconhecendo o seu talento, mas acima de tudo estamos louvando a Deus pelo dom dado àquela pessoa. Obviamente cabe ao artista sempre aceitar aquelas palmas com humildade e reconhecer que todo mérito é de Deus. Um show gospel não é simplesmente uma exibição do talento pessoal, mas do poder de Deus, por isso toda honra e glória devem ser dadas a Ele.

5. Se podemos cantar louvores batendo palmas em nossos cultos e/ou reuniões.

   Pelas Escrituras Sagradas em si podemos, mas devido ao fato de haver irmãos/ãs que discordam e/ou se escandalizam, é necessário que todos na igreja entrem num processo de orientação bíblica e teológica antes de decidir. O conhecimento coerente e aprofundado sobre esse assunto pode enfraquecer as opiniões pessoais, bem como eliminar o escândalo. Obviamente essa sugestão é para aquelas igrejas que já estão estabelecidas, cujos membros querem agora usar as palmas.

   É importante ressaltar que é possível cantar louvores a Deus, nos cultos e reuniões da igreja, com irmãos batendo palmas e outros não. É uma questão de se acostumar e manter-se o respeito e tolerância aos outros, não impondo que pensem e louvem como nós nessa questão. Cabe ressaltar que a maioria dos cânticos não cabe o uso de palmas, o que já privilegia automaticamente a parte que não gosta de bater palmas.

   Podemos evitar de bater palmas ao entoar um cântico animado, mas é bem provável que as substituiremos por outros gestos, mesmo sutilmente, tais como balançar o corpo, a cabeça, os braços, as mãos, os dedos, as pernas e/ou bater o solado do calçado no chão. É que o desejo de nossa alma em se expressar fisicamente é tão forte, a tal ponto de ser muitas vezes inevitável e impercebível.

   Existem várias vantagens em se bater palmas acompanhando alguns cânticos, pois nem todos os cânticos animados combinam com as palmas. Como já vimos anteriormente, as palmas na cultura brasileira são bem vistas, pois estão associadas a coisas boas, além de serem puras, ou seja, não é um gesto obsceno. Outras vantagens que se pode constatar são que elas:

a) trazem alegria ao louvor

b) motivam-nos a cantar com mais vigor

c) ajudam-nos a concentrarmos mais na música

d) produzem um som agradável

e) afastam a sonolência de vários irmãos

f) dão, destacam ou marcam o ritmo da música deixando-a melhor

g) aperfeiçoam nossa coordenação motora, pois esse gesto no louvor mexe com mãos, olhos, ouvidos e boca ao mesmo tempo, o que exige uma boa atenção.

   A razão de cantar louvores, com ou sem palmas, é exaltar ao nosso trino Deus. Muitas vezes a forma de louvar a Deus não nos agrada, todavia o mais importante é agradar a Deus. Por isso nesse aspecto, o pensamento correto não é: “o que me agrada, vai agradar a Deus e o que não me agrada, não vai agradá-Lo”. O certo é: “o que agrada a Deus, que outros fazem, nem sempre vai me agradar”.

   Se uma igreja está começando seus trabalhos agora, é prudente decidir se as palmas farão parte de suas práticas, pois esse assunto tem vocação para gerar controvérsias que costumam prejudicar a comunhão entre os irmãos/ãs.

VII – CONCLUSÃO

   Chegamos até aqui com convicção para afirmar que as palmas na igreja é uma questão de opinião pessoal, de usos e costumes, e não doutrinária ordenada e orientada pela Bíblia aos cristãos. Opiniões pessoais não podem ser confundidas, transformadas e impostas como verdade absoluta, porém consideradas um ponto de vista, um modo pessoal de ver as coisas, de caráter incompleto, mutável e opcional. Por isso é nobre seguir o exemplo de Eliú (Jó 32:6,10,17) ao dizer que o que declarava era sua própria opinião, não dizendo que era a de Deus. Também o apóstolo Paulo teve a humildade de deixar claro que era sua própria opinião em 1 Co 7:25,40. Obviamente a opinião de ambos não se refere às palmas, todavia nos ensinam a tratar a questão como opinião, não transformando nosso opinião na vontade de Deus.

   A Bíblia não proíbe o ter opinião, até porque isso pertence ao livre- arbítrio, a que todo ser humano tem direito, todavia nós temos que ser sábios ao expô-la e/ou defendê-la, bem como respeitar quando se trata da opinião do outro. Rm 14 menciona diversas razões para esse cuidado tais como: acolher bem quem ainda é fraco na fé (v.1), não julgar e desprezar o próximo (v.14), não pôr tropeço ou escândalo ao irmão/ã (v. 13) e para não ser condenado no tribunal de Deus (v.10-12).

   Não criar problemas com os outros/as irmãos/ãs, sobre esse assunto é um grande exemplo de interesse na paz, bem como uma demonstração de que o irmão/ã tem a consciência de que bater ou não bater palmas não põe em risco sua e nossa salvação. Persistir em impor nossa vontade pode, conseqüentemente, nos levar a pecar contra o próximo e principalmente contra Deus.

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