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Autor: SALVADOR DE SOUSA
Edição:
3ª edição: 13/08/2010
: 2

A arte de fazer um CD evangélico

   Tem se falado ultimamente sobre o fim do CD, em decorrência da pirataria, disponibilidade não-autorizada de MP3 nos sites e blogs e da venda de MP3 pela internet. A questão é que ninguém conseguiu determinar quando essa extinção ocorrerá, razão por que músicas gravadas em CD continuarão por mais tempo no mercado. Sendo assim, ainda vale a pena gravar um compact disc.

   Ao gravar um CD evangélico, deve-se trabalhar no sentido de ser uma obra-prima, ou seja, deve conter o máximo de profissionalismo em todos os aspectos: letras, instrumental, arranjos, mixagem, encarte, nome da banda, etc.

   Estamos numa fase em que existem muitas opções de discos nas lojas, como também há muitos evangélicos exigentes com a qualidade. Por isso não é pelo fato de o trabalho ser para Deus que do jeito que for feito está bom. É preciso todo esforço e paciência para que o CD fique pronto e cheio de profissionalismo, ou seja, bem organizado, bem cantado, bem tocado, bem fotografado ou desenhado e bem apresentado. O disco de boa qualidade tende a vender mais e a se perpetuar pelas gerações seguintes.

   Gostaria de dar algumas dicas para aqueles que querem gravar um  CD evangélico de excelente qualidade.

A - COM RELAÇÃO ÀS LETRAS

   1ª - Compor letras que sejam interdenominacionais:

   Como a maioria dos compradores de CDs é evangélica, originária das mais diversas denominações, é no mínimo uma questão de bom senso não usar as músicas para criticar suas doutrinas controversas.  Divulgar, defender, criticar e enaltecer doutrinas controvertidas, que são cridas como verdade pelo compositor ou cantor, pode comprometer o sucesso do CD, bem como limitar seu público.  Em outras palavras, a música evangélica não deve ser apologética. Isso deve ser uma tarefa para os livros, apostilas e revistas cristãs. 
  

   Considero como doutrinas controvertidas os seguintes exemplos: teologia da prosperidade, ordenação de mulheres, uso dos titulos apóstolo e bispo, posições escatológicas, profecias modernas, visões, revelações e a contemporaneidade de certos dons espirituais tais como: falar em línguas, milagres, sinais, etc. É recomendável, também, evitar o verbo expulsar e certas expressões como o fogo vai descer/queimar, Deus falou comigo, tá queimando, tá amarrado, etc, que são expressões típicas de um seguimento evangélico. A não ser que realmente se queira atingir somente esse determinado seguimento.

   2ª - Buscar a variedade de temas

   A utilização de poucos temas tem consequências negativas, principalmente quando o cantor ou banda tem diversos CDs gravados. Pode causar a impressão de que são todos iguais, gerando desinteresse na aquisição dos demais discos. Quanto menos temas se explora, mais desinteressante fica um disco.

   Infelizmente muitos (talvez a maioria) CDs evangélicos se prendem a poucos temas, tais como adoração, louvor, amor. Isso é uma das razões que dificultam a entrada da música evangélica no mercado secular de uma forma mais ampla, constante e contudente.

  É preciso explorar outros temas e existem muitas opções tais como: combate a pecados específicos, vícios e valores mundanos, falar de solidariedade, unidade, ceia, oração, vida piedosa, preconceitos, racismo, tráfico de drogas, guerras, fome, poluição, violência, criação, queimadas, desmatamento, casamento, vida difícil nos morros e favelas, tragédias, seca, enchentes, crises, sentido da vida, amor entre um homem e uma mulher, etc.

   3ª - Buscar a riqueza vocabular

   É preciso evitar a repetição demasiada de palavras, sejam substantivos, verbos, adjetivos e até de preposições. Uma vez eu contei quantas vezes a palavra "vem" aparecia numa música de um famoso conjunto de louvor e adoração. O total ultrapassou as vinte vezes. Essa quantidade já extrapolou todos os limites de tolerância.

   Há CDs em que a palavra milagre, por exemplo, aparece em pelo menos umas 3 ou 4 músicas enquanto que a palavra arrependimento não aparece nenhuma vez. É importante ressaltar que para a música ser evangélica ela não tem necessariamente que aparecer os nomes da trindade e as palavras igreja, adoração, louvor, ajoelhar, por exemplos. O livro de Ester não menciona nenhum nome da trindade e mesmo assim cremos que ele é um livro inspirado por Deus.

   Deve-se enriquecer as letras com mais diversidade de palavras, procurando sempre sinônimos quando uma palavra está muito repetida no repertório. Veja, por exemplo, as três pessoas da trindade, que têm diversos nomes dados pela Bíblia. Além de Deus, Jesus Cristo e Espírito Santo tem Altíssimo, Todo Poderoso, Senhor dos Exércitos, Filho do Homem, Messias, Emanuel, Consolador, Auxiliador, etc.

   4ª - Fazer adaptações de versículos bíblicos

   Todo cântico adaptado de versículos é podero, pois além de edificar, ensina. Aqui o compositor já tem a letra dada por Deus e não precisa pagar direitos autorais a Ele. O desafio é fazer uma boa adaptação, sem acrescentar nada, bem como criar a melodia e o ritmo.

  Outra boa pedida é compor, em linguagem atual, letras que narram fatos e acontecimentos de personagens da Bíblia tais como Moisés, Daniel, Elias, Paulo, etc. Há músicas que combinam um ou mais versículos de um livro bíblico com outro, o que constitui uma boa alternativa. 

   5ª - Respeitar a correção gramatical

   É muito comum erros de flexão e regência nominal e verbal, uso de palavras arcaicas, erros de análise sintática e presença de vícios de linguagem. Todas as canções devem ser submetidas às normas corretas do português.

  Os compositores deveriam compor com dicionários e gramáticas ao lado. Erros de português pode ser um mau testemunho para nós evangélicos. Obviamente pode haver exceções, por exemplo quando a música usa uma linguagem coloquial com o objetivo de expressar determinada cultura, a exemplo da moda de viola, entretanto a regra geral é obedecer as regras de português.

   6ª - Observar atentamente os Salmos

   Muita gente vê os Salmos como um livro de orações e de poesia dos judeus, mas acima de tudo ele é o hinário do povo de Deus do Antigo Testamento. A sua força é tão grande que eles foram cantados não somente por Jesus mas também pelas igrejas cristãs do 1º século. É bem verdade que eles são cheios de poesia e alguns até parecem orações, porém eles eram cantados. Devido à sua riqueza e profundidade, os Salmos deveria ser o principal livro da Bíblia para o compositor buscar inspiração para suas composições.

   7ª - Dar espaço à poesia

   A poesia anda em baixa na música evangélica, e talvez isso ocorra porque  os compositores não sabem o que é exatamente poesia, nem mesmo sua utilidade. Se eles lessem os Salmos veriam bons exemplos de como a poesia embeleza uma canção.

   O que faz os Salmos serem belos e edificantes até hoje é, também, a riqueza poética existente neles. Por isso os compositores precisam obter conhecimentos básicos de poesia, bem como entender de estilística. Procedendo assim, novos "salmos" surgiram dentro da Igreja de hoje.

     8ª - Observar os grandes compositores evangélicos

   Os modelos servem para nos inspirar, por isso devemos observá-los e, muitas vezes imitá-los nalguns aspectos. Quem deseja ser um grande compositor evangélico, precisa observar alguns que já são reconhecidos em nosso meio como mestres de belas canções.

   Gostaria de citar alguns que já estão na estrada há alguns anos e merecem nossa consideração: Aristeu Pires Jr, Asaph Borba, Carlinhos Veiga, Carlos Sider, Cíntia e Silvia, Edison Coelho, Eliseu Gomes, Guilherme Kerr Neto, Janires, Jairinho, João Alexandre, Jorge Camargo, Jorge Rehder, Josué Lira,  Kim, Marco Antonio (FRUTO SAGRADO), Maurão, Nelson Bomilcar, Paulo César (LOGOS), Sérgio Pimenta, etc. Há outros bons e excelentes compositores, todavia destaco esses, especialmente, por terem conciliado profundidade, variedade, contextualidade, poesia e brasilidade.

   9ª - Buscar a riqueza de conteúdo

   Existem compositores cristãos que não poderiam compor sozinhos, devido às suas limitações. Há até aqueles que nem deveriam compor, pois suas composições evidenciam a falta de conteúdo. 

   Independente do tamanho, pequenas, médias e grandes, com ou sem estrofes, as letras das  músicas evangélicas devem ser ricas em conteúdo, ou seja, com profundidade. O melhor exemplo disso é o livro dos Salmos, que é fonte de conhecimento, sabedoria e encorajamento espiritual. Deles dá para fazer sermões e aulas. Assim devem ser nossas letras. 

   10ª - Diversificar as emoções

   As letras não devem expressar só alegria, mas também tristeza. Em outras palavras, não devem  nos fazer somente chorar de alegria, mas também nos fazer chorar de tristeza ou nos deixar irados diante do pecado, das injustiças, do racismo, do preconceito, das guerras, da fome, da violência, da indigência, dos preconceitos, da idolatria, da hipocrisia, etc. Inclusive muitas dessas coisas são praticadas ou sofridas pelos cristãos, porém só encontram na música evangélica o silêncio e a indiferença.

   B - COM RELAÇÃO AO ENCARTE

   Certa vez ouvi alguém dizer que o encarte representa 40% do sucesso de um CD. Como se diz por aí: "a propaganda é alma do negócio". Encarte desinteressante, mal elaborado, sem muita criatividade, com fotos mal tiradas, desenhos mal feitos, impressão ruim, etc, desmotivam os compradores. Por isso é necessário pensar e elaborar um encarte com o máximo de cuidado possível, especialmente a daquelas partes que ficarão mais visíveis para os compradores que é a parte da frente e a parte de trás onde costuma-se ter o nome das músicas. Gostaria de dar algumas sugestões para se fazer um excelente encarte:

   1ª - Evitar que o encarte seja uma espécie de book ou álbum de família

   Não é exagero não, mas muitos encartes parecem um book fotográfico, daqueles que as/os modelos fazem. Para um CD de música evangélica isso não faz sentido, pois não está sendo oferecido a beleza do/a artista e sim a sua música. O objetivo não é arrancar suspiros dos fãs, mas fazer as pessoas suspirarem por Jesus. Em algumas fotos por mais bem vestido/a que o/a artista esteja, pode gerar fantasias por parte dos fãs, pois não é nescessário muita coisa para isso. Ás vezes somente o olhar, a posição dos lábios, o jeito dos cabelos e os contornos do corpo podem gerar sensualidade.

   Quando estava escrevendo essa parte, peguei dois CDs para contar as fotos. O primeiro foi de uma cantora nacionalmente conhecida, e por sinal muito bonita. Resultado: são 12 fotos de diversos tamanhos e poses, 1 pôster de tamanho 35,5 cm x 35,5 cm e mais 2 fotos na capa de trás. Tudo isso dá 15 fotos somente da cantora. É o tipo de encarte que extrapolou todos os limites. O segundo foi o CD Intimidade do Jorge Camargo que tem um encarte com 20 páginas sem contar com a capa de trás. O CD conta apenas com 3 fotos do artista, uma na capa principal e 2 bem pequenas na 3ª e 10ª página. Esse sim é um exemplo de excelente encarte. Lá as fotos pessoais foram substituídas por outras artes e o resultado ficou muito bom. 

   Muitos artistas evangélicos não são bonitos/as  e, consequentemente a sua aparência destacada no encarte pode gerar "malhação", repulsa ou desinteresse em seu trabalho. Outro aspecto interessante, também, é que muitos artistas ficam bem bonitos/as nas fotos, porém pessoalmente ele/ela não tem a beleza oferecida no encarte, o que pode decepcionar os fãs que se ligam na aparência do artista.  

   Chamo álbum de família aquelas fotos descontraídas e alegres registrando os ensaios e as gravações das músicas, além daquelas fotos com pessoas da família e da igreja. Essas fotos são na maioria tão minúsculas que não se consegue ver o rosto das pessoas e geralmente não têm nada a ver com o CD, ou seja estão ali sem sentido, desnecessariamente.

   É preciso conscientizar que as fotos em um CD deve ter alguma relação com o CD em si, e não simplesmente para divulgar a aparência do artista ou amigos e membros da família. Uma ou duas fotos do/a artista ou dos membros da banda podem ser suficientes e as demais devem ser fotos artísticas em que registre outras pessoas, lugares, paisagens da natureza e objetos que tenha a ver com o nome do CD. Obviamente se o artista tem o objetivo de divulgar seu "lado família" pode ser positivo uma foto com esposa e/ou filhos e/ou pais, todavia pode ser melhor ainda citá-los apenas nos agradecimentos. É bom lembrar que fotos da família no CD tem seu lado perigoso quando o/a artista tem um patrimônio material alto. Podem tornar seus entes queridos um alvo fácil dos seqüestradores.

   2ª - Combinar a capa do CD com o nome do CD

   Alguns trabalhos tem a capa o nome do CD de forma desconexos, ou seja, não tem nada a ver um com o outro. Há até casos que o CD não tem nenhum nome. Isso demonstra falta de profissionalismo na maioria dos casos. O CD é como se fosse um filho do artista ou banda, por isso requere um nome, um título. Esse título pode ser uma música entre as faixas ou um nome relacionado ao conjunto das faixas. Bons exemplos:

   a) CD Terra do Carlinhos Veiga: a foto embaçada do cantor tem cor de terra.
   b) CD Mata do Tumbá do Carlinhos Veiga: a capa principal possui uma foto de uma folha de árvore, em um fundo amarelo, representando a floresta e o sol, que se pode ver nessa área de preservação ambiental.
   c) CD Mata Atlântica de Nengo Vieira: há uma foto do rosto do cantor, tendo ao fundo uma floresta, que presume-se ter sido tirada nessa área ambiental.

   3ª - Criar capas enigmáticas

   Poucos conseguem fazer isso. Gerar curiosidade ao que olhar para o CD, a tal ponto de ele se perguntar: por que o nome do CD é esse? É o tipo de capa que leva a pessoa a pensar, a olhar atentamente e decifrar o enigma, ou seja, o signinifcado. Bons exemplos:

   a) Demonocídio (ANTIDEMON)
   b) Nada é tão novo, nada é tão velho (OFICINA G3)
   c) Estreito (RODOX).
   d) O segredo (FRUTO SAGRADO)

   4ª - Criar capas com imagens que choquem

   O objetivo aqui é chamar a atenção daquele que vê a capa do CD, apelando para suas emoções, sem baixaria, gerando tristeza, ira, compaixão, etc. Bons exemplos:

   a) Angola (JORGE CAMARGO): onde há uma uma foto de uma mãe e três crianças com cara sofrida, desnutridas, tristes.
   b) Na terra brasilis (CIA DE JESUS): onde há um menino negro, só de short, descalço, sentado à beira da estrada, triste, como se estivesse sem esperança nenhuma.

   5ª - Elaborar uma boa ficha técnica

   Existem detalhes que são muito úteis a muitas pessoas e que não podem faltar ao CD. Primeiro deve conter a lista completa de todos os músicos vinculando-os aos instrumentos que eles tocam. Também é importante haver o maior número de dados possíveis que possibilitem o contato com o/a artista ou banda ou seu representante tais como telefones comum e celular, e-mail, página na web e tendo, até um endereço comercial para contato.

   É importante, também, informar a origem da banda ou artista, ou seja, a cidade e o estado de domicílio. Por último é importante especificar a época ou período de gravação do CD. É muito comum trabalhos que utilizam as estações do ano para designar esse tempo, como por exemplo, verão de 2000, outono de 2003, etc. Esse procedimento não é recomendável, pois as estações do ano no Brasil não são claras, bem definidas e conhecidas dos brasileiros, como acontece nos Estados Unidos. Por essa razão, a melhor alternativa é indicar o/s mês/es e o ano de gravação.

   6ª - Ter um encarte auto-explicativo

   É comum ver CDs com evangeliquês, gírias, expressões arcaicas, regionais e estrangeiras em várias letras, desacompanhada de explicações ou conceitos. Muitas delas nem estão nos grandes dicionários. Como então o ouvinte vai entender integralmente a mensagem da música? A maioria das pessoas não tem bons dicionários, além de tempo e paciência para correr atrás dos significados, por isso o encarte deve vir com todos os conceitos e explicações necessários. Bons exemplos:

   a) Louvor Rural I, II e III de ELISEU GOMES onde há varias palavras e expressões faladas por brasileiros de diversas regiões, porém seus significados constam no próprio encarte.

   Pode ser muito interessante e edificante, também, o encarte vir explicando alguma coisa sobre cada música do CD tais como: como e quando surgiu a inspiração para compô-la, o porquê de compô-la e/ou cantá-la, em que circunstâncias estava o compositor, etc. Obviamente esse tipo de encarte exige um investimento maior em tempo e dinheiro, mas o resultado costuma ficar excelente.

   Bons exemplos:

   a) Intimidade (1999) do JORGE CAMARGO
   b) Mata do Tumbá (2002) do CARLINHOS VEIGA

   7ª - Evitar gafes

   As gafes em um CD consistem no esquecimento de alguns detalhes, bem como na desorganização de alguns aspectos do CD. Os principais exemplos de gafes ocorrem:

   a) Quando a seqüência das faixas do disco não bate com a ordem das letras no encarte e na capa de trás. Por exemplo, no CD uma música está na 5ª faixa, enquanto na capa de trás está na 4ª faixa.
   b) Quando na capa de trás é esquecida a numeração das músicas. Esse detalhe é importante, pois muitas vezes a gente só que ouvir uma determinada faixa.
   c) Quando algumas letras não coincidem com a música tocada, ou seja, o intérprete canta uma coisa, mas a escrita apresenta alterações de palavras e até de frases. Muitas vezes aquele canta a forma incorreta.
   d) Quando o/a artista canta certo, mas escreve errado a letra, ou quando ocorre o oposto. Aqui estamos falando de correção gramatical. O artista tem que se acostumar a cantar a letra que esteja gramaticalmente correta.
   e) Quando a estética das letras no encarte está disposta às vezes de uma forma difícil de acompanhar quando o disco está tocando. Por isso se tiver coro deve-se escrever lá, além de destacá-lo. Caso haja necessidade de repetir algo deve-se colocar BIS, ou 2x, ou 3x. Deve-se, também, separar coro de estrofes, se houver.
   f) Quando o CD não dispõe das letras das músicas no encarte. Mesmo que seja um relançamento, não deixa de ser gafe. Acho até que todo relançamento merece um encarte super-especial, especialmente se o CD é relançamento de um antigo LP. Fazendo assim, o artista motivará até mesmo aqueles que tenham ainda o LP a comprar o CD.  
   Para evitar essas gafes é necessário fazer diversas revisões até chegar ao ponto do CD e encarte estarem "casadíssimos", ou seja, em perfeita harmonia. Só depois, então, eles deverão ir para a prensagem e impressão.

   C - COM RELAÇÃO AO ESTILO

   Independente do estilo, seja rock, mpb, reggae, forró, rap, pop, samba, pagode, o/a artista ou banda deve ser um representante fiel do estilo adotado. Falo isso porque realmente há casos em que o vocal e/ou instrumental não tem muito a ver com o estilo. Em outras palavras algumas bandas levam mais jeito para cantar reggae do que mpb. Então para que se atinja essa finalidade é importante que os artistas estejam atentos, também, às letras, instrumentos, cores e roupas ligadas ao estilo. Para ajudar, gostaria de dar as seguintes sugestões:

   1ª - Evitar ser do tipo banda de salão

   Bandas de salão tocam e cantam de tudo. Acredito até que algumas delas fazem isso com muito talento e profissionalismo. O estranho é que esses tipos de banda estouram nos salões, mas não em vendagem de CDs. É o tipo de banda que só faz sucesso ao vivo nos bailes.

   Já comprei CDs de bandas e cantores/as que cantam de tudo: reggae, pagode, mpb e rock, ao mesmo tempo. Muitas dessas bandas nutrem a impressão de que fazem isso muito bem, o que nem sempre é verdade.

   Aqui faço um chamado para o/a cantor/a e/ou banda descobrir qual é sua vocação e não querer cantar o que gostam de ouvir. Por isso no geral deve-se concentrar apenas em 1 estilo, todavia pode-se combinar 2 ou mais estilos, desde que sejam afins e tenha o talento adequado. Por exemplos: pagode+samba moda de viola+sertanejo forró+baião+xote+xaxado+coco, heavy-metal+hard+rock+punk,  reggae+música baiana pop+blues, etc. A banda que tem um só estilo pode se especializar melhor, afinal é bem mais fácil se aperfeiçoar numa coisa do que em várias.

   2ª - Não mudar o estilo da banda

   Já vi casos de a banda mudar de ska para pop, de reggae para pop, etc. A banda que muda de estilo, conseqüentemente perderá muitos dos seus atuais fãs, que muitas vezes estão aguardando ansiosamente por um novo CD da banda, no mesmo estilo do CD anterior. É até frustrante, muitas vezes chegar na loja para comprar o novo CD e descobrir que a banda não canta mais naquele estilo que a gente gosta. Também é desgastante para a própria banda estar constantemente se justificando porque mudou de estilo e sofrer as mais diversas críticas dos seus fãs.

   É preciso se conscientizar que não se compra um CD por causa do nome da banda, mas pelo estilo, vocal e instrumental. Por isso acho recomendável que a banda que tiver que mudar de estilo, por qualquer que seja a razão, deve mudar o nome da banda também. O resultado poderá ser muito melhor que continuar insistindo em manter o nome anterior.

   3ª - Buscar a variedade instrumental

   Numa época em que há tantos músicos evangélicos disponíveis por aí, formados em escola de música, tocando os mais diversos instrumentos, não dá para entender isso. No mínimo, dever ter pelo menos 3 instrumentos, independente do estilo. É bom ressaltar que há estilos em que o acompanhamento de uma orquestra ou o uso de instrumentos poucos comuns no meio evangélico são realmente necessários para que o CD fique bem profissional.

   D - OUTRAS PREOCUPAÇÕES A SE TER

   1ª - Procurar um nome interessante e pertinente para a banda

   Salvo raras exceções, os cantores e cantoras, tem adotado bons e ótimos nomes artísticos. Nomes inadequados ou desinteressantes tem ocorrido mais frequentemente com os grupos e bandas. 
Diante dessas circunstâncias, gostaria de dar algumas sugestões para aqueles que estiverem à procura de um ótimo nome:

   a) Procurar na Bíblia: pode-se adotar palavras na íntegra e/ou se fazer combinações de palavras. Bons exemplos: ÁTRIOS, FILHO, TRINO, FRUTO SAGRADO, HERDEIROS, JUÍZO FINAL, PEDRA ANGULAR, RESGATE, SEMEANDO, etc

   b) Procurar nomes no grego e hebraico. Bons exemplos: LOGOS, KATSBARNEA, PATMUS, KADOSHI, YERUSHALEM, etc

   c) Criar siglas de boa sonoridade e com bom significado. Bons exemplos: GERD, MILAD, PR-4, VPC, TC, etc. Agora é importante ter o significado da sigla em todos os CDs para que todos saibam.

   d) Adotar palavras que têm a ver com a vida cristã. Bons exemplos: CONTATO VITAL, MILITANTES, RAZÃO DE VIVER, DIVINA INSPIRAÇÃO, REBANHÃO, SINAL DE ALERTA, etc

   e) Inventar nomes criativos. Bons exemplos: ANTIDEMON, CIA DE JESUS, EXPRESSO LUZ, LOUVOR, ARTE & CIA, METAL NOBRE, MISTER J, PRAGOD, SKYMETAL, OFICINA G3, etc.

   2ª - Ter uma boa quantidade de faixas

   Parece que há uma ditadura do 10 no meio evangélico. A meta de muitos artistas gospel é somente gravar 10 músicas. Em vários casos, dessas 10 faixas, uma ou duas parecem que foram feitas só para completar a meta. Há ainda CDs com 8 faixas, o que deixa a desejar muitos trabalhos. CDs com poucas faixas corre-se o risco de enjoar-se rápido e os CDs com muitas faixas corre-se o risco de ficar cansativo para ouvir. Por isso a quantidade ideal deve ficar entre 12 e 14 faixas. O/A cantor/a ou banda quando decidir gravar um CD deve ter bem compostas e bem ensaiadas pelo menos umas 20 músicas, dentre as quais deve selecionar 12 a 14 entre as melhores, que irão deixar o CD bem variado.

   3ª Evitar regravação de grandes sucessos recentes

   Há casos daqueles/as que regravam 1 a 3 músicas com novos arranjos. Isso é relevante quando se trata de sucessos pouco conhecidos, que talvez estejam esquecidos ou desconhecidos da maioria dos evangélicos, como por exemplos composições do Sérgio Pimenta, Jairinho, Janires, Aristeu Pires Junior, etc, cujas gravações foram feitas há anos atrás quando os recursos das gravadoras não tinham a qualidade sonora de hoje. Agora um cantor/a ou banda regravar um recente sucesso seu, não dá para entender.

   O que quero enfatizar aqui é que todos nós gostamos de músicas inéditas, com novas letras e som, e não somente de novos arranjos de voz e instrumentos musicais. Caso não haja músicas inéditas suficientes para se fazer um CD, é preciso ter paciência busque inspiração divina orando e lendo a Bíblia, especialmente os Salmos, que é um excelente hinário, ou pegue músicas emprestadas de outros compositores.

   4ª - Evitar extremos na duração das faixas

   Há casos de músicas evangélicas com duração de quase 9 minutos e outras abaixo de 1 minuto. Faixas muito longas ficam cansativas para se ouvir, sem contar que algumas parecem 2 ou 3 músicas em 1. Já as outras faixas abaixo de 1 minuto causam a impressão de que faltou alguma coisa.

   Não quero com isso inibir a criatividade dos músicos, mas incentivar a cautela. Algumas músicas podem ultrapassar, sem cansar, os 4 minutos, mas não a maioria das faixas do CD. E deve-se analisar, ainda, se é realmente necessário que ela seja longa. Algumas músicas podem ser curtas, ou seja abaixo dos 2 minutos, desde que a letra seja curta, mas com a mensagem completa. Por exemplo: um cântico adaptado de um só versículo bíblico.

   Outra preocupação a se ter é que a duração total do CD deve ficar, no geral, entre 35 e 45 minutos. Fora desse limite o CD pode ficar a desejar ou cansativo de se ouvir.

   5ª - Evitar o excesso de efeitos sonoros

   Chamo de efeitos sonoros aqueles sons utilizados para incrementar a música, muito comum no início das faixas. Por exemplos: sons de chiado de rádio, barulho de guerra, pedaços de sermões, etc. Há muitos casos em que tais efeitos sonoros não tem nada a ver com a letra da música, o que não justifica o seu uso. Para uma melhor compreensão do uso desses efeitos sonoros cito algumas músicas que são ótimos exemplos:

   a) Lobo Mau (FRUTO SAGRADO): a faixa começa com um mini-sermão de um típico pastor mal intencionado, preocupado só com o dinheiro dos fiéis. Aí em seguida vem a música que é uma crítica a esses tipos de pastores

   b) Todas as Guerras (ÁTRIOS): essa faixa de rock começa com o barulho de guerra, ou seja soldados gritando, barulho de bombas, aviões e metralhadoras. Em seguida vem a música que revela a origem das guerras entre os homens e a solução.

   6ª - Evitar escalas entre as faixas

   Existem CDs que ultrapassam 1 hora de gravação. Tudo isso por conta de incluir mensagens, orações e sermões acompanhados de improvisação, lamentos e choros que no geral não têm nada a ver com as canções. Por isso pergunto: É um CD de música ou um CD de culto? Se é um CD de música, tudo que for incluído nele deve estar intimamente ligado às canções.

   7ª - Gravar as músicas em língua portuguesa

    Você pode achar que isso é óbvio, mas há muita gente brasileira gravando seus CDs em língua inglesa e vendendo-o no mercado nacional. O povo brasileiro, segundo uma pesquisa divulgada no JORNAL NACIONAL, anda mais aversivo à cultura norte-americana. Gravar um CD em língua inglesa, para fazer sucesso entre os brasileiros parece um contra-senso. Essa fase de gravar em inglês para poder fazer sucesso no Brasil já passou. Isso era uma coisa dos anos 80.

    A língua oficial do Brasil é o português. Nada mais aconselhável tentar conquistar os brasileiros, cantando na língua que eles entendem claramente e que adotaram-na como se tivesse sido criada por eles. Por que cantar uma música que, exalta o Rei Jesus e os valores de seu Reino, em uma língua cuja a maioria do nosso povo não entende? Para não ser compreendido? Para ser confundido?

   8ª - Evitar CDs, acústico e ao vivo, fora de hora

   Esse tipo de projeto só tem sentido se o/a cantor/a ou banda tiver um repertório considerável que justifique isso.

   É preciso ter gravado pelo menos uns 4 CDs ou mais de 50 músicas, no mínimo, para se pensar num CD assim. Seria bom até consultar entre algumas dezenas de fans, se estes acham que seria um bom momento para esse tipo de projeto. Vale ressaltar que alguns estilos não ficam bons gravados de forma acústica. É o caso típico do rock, que fica muito lento, desfigurado, parecendo muitas vezes MPB. Todavia o reggae, o pagode e o forró, por exemplos, podem ficar ótimos de forma acústica.

   No Brasil os CDs ao vivo de louvor e adoração tornaram-se uma "febre nacional". Uma coisa que deveria ser eventual, passou a ser a regra geral. Respeito os milhões de irmãos e irmãs que gostam desses trabalhos, todavia devo salientar que a qualidade profissional deles deixa a desejar. É o tipo de trabalho que aparenta ser feito às pressas, com músicas de caráter passageiro ou modista, de evangélico para evangélico sem cunho evangelístico. Há neles excessos de espontaneidade que deveriam estar presentes mais em cultos. Tem falhas técnicas na sonoridade e encartes com baixa qualidade. O interessante disso tudo é que apesar do baixo custo de produção, esses CDs costuma ser vendidos no mesmo preço daqueles outros bem produzidos.

   9ª - Evitar o excesso de agradecimentos

   Há CDs que parecem um livro de agradecimento. É tanto agradecimento que é necessário diminuir o tamanho da letra, inclusive das letras das músicas, para caber no encarte. Há casos de se agradecer até gente que talvez nunca terá acesso ao CD, como também há casos em nosso meio de se agradecer cantores e bandas que não têm compromisso com Cristo e seu Reino e muito menos com a música gospel. Por isso deve-se limitar os agradecimentos às pessoas que contribuírem diretamente para a concretização do CD. E estes devem ser os primeiros a receber, como presente, o CD. É a melhor forma de honrá-los.

   10ª - Evitar playbacks de faixas no próprio CD


    Está cada vez mais comum os CDs, especialmente de cantores e cantoras, virem acompanhados de playbacks. Ao meu ver isso é desnecessário, pois a maioria desses CDs vem com os playbacks de algumas faixas e não de todas. 

   Os playbacks só enchem o CD e no geral poucos fãs se interessam por todos eles. Quem procura playbacks no geral está em busca de algumas faixas, e não de todas. Ao invés de playbacks, deveriam colocar mais músicas, especialmente se eles gravaram de 10 faixas para baixo. Com isso encorajo os artistas que lancem um CD com os playbacks à parte, para os interessados.

   E - QUANTO À DIVULGAÇÃO DO CD

   1ª - Não ter vergonha de se expor como gospel

   Os artistas seculares não têm vergonha de revelar na mídia detalhes de sua vida pessoal, muitas vezes mundana, promíscua e imoral. Não têm vergonha de falar palavrões. Não têm vergonha de falar mal dos evangélicos. Não têm vergonha de dar opiniões liberais contra a conduta cristã, etc. Não têm vergonha de cantar músicas sem conteúdo edificativo, profundo e descente. Por que então um artista gospel deveria, então, ter vergonha de se expor como cantor/a ou banda gospel? Estaríamos errados em nossas práticas e valores? Estaríamos com nossa auto-estima baixa? Ora irmãos, quem deveria ter vergonha são eles e não nós. É preciso convencer a sociedade que a música gospel é ótima para o corpo, alma e espírito, e que ela tem trabalhos sérios e profissionais no mesmo nível e até superiores aos trabalhos seculares.

   2ª - Manter-se dentro da mídia

   Comprar certos CDs gospel parece uma caça ao tesouro. Eu, por exemplo, já fiz interurbano até para celular isso sem contar com os telefonemas que a gente dá para pessoas super-ocupadas em horas inapropriadas, como uma reunião, por exemplo. Já passei horas e dias fazendo uma espécie de rastreamento pela internet em busca de determinados CDs. Já tive que cobrar de artistas, depois de ter pago o CD e haver demora na entrega. Já peregrinei por diversas lojas evangélicas de outras cidades tais como São Paulo, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, atrás de trabalhos gospel. Ora tudo isso não deveria acontecer, numa fase em que temos diversos sites abertos à divulgação de novos trabalhos, diversas rádios que só tocam música gospel, sem contar com a facilidade de se ter uma página na internet. O artista precisa facilitar ao máximo o acesso ao seu CD, afinal não é todo mundo que tem paciência, interesse, tempo e dinheiro para correr atrás de CDs gospel. É o artista que deve correr atrás dos fans, tornando seus CDs o mais acessível possível.

   3ª - Ter cuidado com os shows

   O show é o momento em que o artista ou banda se aproxima muito de seu público, por isso os cantores e músicos precisam tomar cuidado com o que falam e fazem no palco. Sugiro o seguinte:

   a) Só deve falar durante o show o artista que leva jeito, ou seja aquele que sabe o que falar, como falar, quanto tempo falar e a hora certa de falar. Já estive em shows em que artistas falaram coisas "sem pé e sem cabeça" e inapropriadas para um show, como por exemplo fazer comentários agressivos ou mini-sermões. O que se espera de um show musical é que o artista e/ou banda cante e toque. Se quiséssemos uma aula ou sermão iríamos ao culto. Não quero com isso dizer que o artista deve, em termos de falar, entrar calado e sair mudo do show. Os fans até esperam que o/a artista fale alguma coisa, seja um agradecimento, uma explicação, um encorajamento espiritual, mas isso deve ser feito com muita sabedoria.

   b) É preciso cuidar da aparência física, ou seja se vestir adequadamente ao show, evitando-se o traje indecente. Um vez assisti, em um vídeo gravado, o show de um grupo onde uma das cantoras usava uma saia um pouco acima dos joelhos. Quem estava ali perto do palco podia ver alguma coisa que não deveria.

   c) Evitar gestos negativos, como por exemplo um guitarrista solando e rolando no chão, como já me contaram casos. Isso causa a impressão de possessão demoníaca e não habilidade em tocar.

   4ª - Ter cuidado com as entrevistas

   As entrevistas ajudam no sucesso do cantor/a ou banda, como também podem prejudicá-los. O caso mais famoso é o da banda CATEDRAL, que ao fazer uma entrevista para um site não-evangélico, teve sua carreira super- prejudicada. Um jornalista que não tinha nenhum compromisso com a música gospel e nem com Jesus Cristo, acrescentou palavras e expressões de conotação negativa que não foram ditas e nem autorizadas pela banda. Os artistas e bandas gospel precisam ter muito cuidado quando forem dar entrevistas, especialmente na mídia secular. Nesse último caso talvez algumas delas devam ser evitadas, principalmente se não puder ter acesso ao texto final que irá para a mídia.

   Com relação às entrevistas para o meio gospel é preciso tomar algumas preocupações tais como: não ficar respondendo com "gracinhas" o tempo todo evitar fazer críticas diretas a uma igreja ou cantor/a, ou banda não ficar expondo sua personalidade como se estivesse à procura de um/a namorada/o, etc. Em suma, a entrevista deve ser esclarecedora, informativa e edificativa e não exibicionista, mal intencionada e não-edificativa. Pode até ser uma entrevista polêmica, mas com respostas educadas e respeitosas.

   5ª - Saber lidar com as críticas

   Críticas sempre acompanharão os trabalhos gospel. Não é porque é feito para Deus que um CD não mereça críticas. Agora infelizmente acontecem casos de críticas que visam mais destruir do que construir. E quanto mais ousado for o trabalho, mais críticas ocorrerão. É só lembrar o caso do REBANHÃO no passado e o CATEDRAL no presente para ver exemplos claros de grupos que sofreram ou sofrem críticas das mais ferrenhas dos próprios evangélicos, para não dizer em alguns momentos até críticas demoníacas.

   6ª - Ter cuidado com a auto-exposição da personalidade

   Muitos artistas, especialmente do meio secular, são cheios de esquisitices, não-me-toques, frescuragens, etc, decorrente muitas vezes de traumas, manias, fobias, superstições, simpatias, estrelismo, etc, que os deixam insuportáveis. Arranjar hospedagem e/ou camarim que agrade tal pessoa é uma tarefa desprazerosa. Não é à toa que pessoas ao redor falam "ele/a é um porre!" O artista gospel não pode seguir esse mal exemplo, sob pena de dar um mal testemunho e adquirir a antipatia das pessoas. Caso algum/a artista gospel tenha algum tipo de fraqueza igual ou semelhante aos citados, deve buscar a cura diante do Senhor e se for necessário, obter ajuda médica com os profissionais competentes.

   CONCLUSÃO

   Sei que são muitas coisas para se observar, por isso é que um CD não dever ser feito às pressas. Talvez alguém ou alguma banda demore 1, 2 ou 3 anos para deixar pronto um CD, mas se ele tem o propósito de ser uma obra-prima da música gospel, vale a pena o sacrifício. Lembre-se que se ele for bem feito, pode durar décadas. Veja por exemplo o grupo VENCEDORES POR CRISTO que vende CDs até hoje de seus trabalhos lançados nos anos 60, 70 e 80. Por outro lado, temos diversos cantores/as e bandas que lançaram CDs nos anos 90, cujos trabalhos estão esquecidos e sumidos das lojas.

   Tenho uma pergunta a fazer a você que está produzindo algum CD: Você quer que esse trabalho seja passageiro e ser esquecido daqui a uns 5 anos ou mais duradouro a tal ponto de ultrapassar décadas? É claro que você fica com a segunda alternativa! Pois então pratique a oração, a leitura bíblica, a comunhão com a Igreja, a paciência, a humildade, a dedicação, o planejamento, a observação de outros CDs profissionais, a busca de informações e sugestões! Tenho certeza que a observação dessas práticas, juntas com o seu talento, o levará a fazer um excelente CD gospel.

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